Hoje, mais do que nunca, entendo a afirmação de que mindfulness para ser compreendido tem que ser praticado e não apenas estudado. Não que as leituras e os estudos não sejam importantes, eles são, e muito. Mas é uma atividade vazia quando não é feito por um praticante. Kabat-Zinn, em Wherever you go, there you are, diz: “Grande parte da informação que cada um de nós necessita para aprender sobre nós mesmos e nossa saúde – informação que necessitamos desesperadamente para crescer, nos curar e tomar melhores decisões na vida – já está ao nosso alcance, já a temos diante de nossos narizes”.

E acrescento: basta silenciar, se conectar consigo mesmo que a resposta vem, que a consciência emerge e encontramos a nossa verdade, a pessoa que somos nesse momento, o propósito e o sentido da nossa vida, sempre fazendo escolhas guiadas pelos nossos valores. É inútil e sofrido deixar que o outro dê a dimensão da nossa existência. Além disso, ninguém é, nós estamos. A cada dia nascemos de novo. E “você não é sua identidade, mas seu criador. Não fique aprisionado pelo que você criou”, diz Lama Padma Samten. Portanto, que nada nos aprisione, nem o que nós criamos, tampouco o que o outro criou.
Por todas essas reflexões e porque não dizer, descobertas, e pelas situações difíceis que muitas vezes enfrentamos, termino a semana com um enorme sentimento de gratidão, por tudo e por todos. Que nós estejamos bem, em paz e felizes!

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